Associação Cerrado Vivo (ACV)

As árvores exercem uma importância vital no meio-ambiente. Elas atuam no clima, na qualidade do ar e no nível de ruídos. Além disso, proporciona beleza e bem-estar no ambiente. Estudos comprovam que através da redução da incidência direta da energia solar e do aumento da umidade relativa do ar, a arborização pode contribuir na diminuição de até 4ºC na temperatura, o que leva a atenuação das ilhas de calor. A retenção de poluentes, o consumo de gás carbônico e a produção de oxigênio contribuem para a melhoria da qualidade do ar. Além disso as cortinas vegetais são capazes de diminuir em cerca de 10% o teor de poeira e obstruir a propagação do som. Pensando nisso, a Funlec e a Organização Não Governamental (ONG) Cerrado Vivo firmaram um convênio, em maio deste ano, para arborizar o clube Cedesc.
A Associação Cerrado Vivo (ACV) tem como objetivo arborizar a região urbana de Campo Grande e demais cidades de Mato Grosso do Sul. A ação da ACV está na utilização dos plantios planejados, utilizando a árvore certa para um determinado local, ou seja, a utilização de espécies adequadas ao ambiente construído, utilizando técnicas apropriadas que propiciem o desenvolvimento da árvore em harmonia com o meio-ambiente.
As mudas de espécies arbóreas utilizadas pela ACV nos trabalhos de arborização e paisagismo são produzidas em média escala no viveiro da ONG, que está localizado na Associação Luso-Brasileira – Clube Estoril. E também no viveiro da Escola Estadual Padre João Greiner, implantado em parceria com a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MICT) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
Dentre as espécies cultivadas estão: acácia, ipê-amarelo, ipê-rosa,ipê-roxo, ipê-verde, ipê-tabaco, ipê-branco, ipê-púrpura, oiti, tamboril, paratudo, guapuruvú, jacarandá, jacarandá-mimoso, angico, angico-vermelho, jatobá, paineira, aroeira, cedro, bálsamo, cumbaru, flamboyant, paineira, chapéu-de-bisco, ipê de jardim, ente outras.
Mais de 100 árvores, de diversas espécies, já foram doadas à Funlec, as árvores grandes já foram plantadas, já as menores esperam por um momento propício à plantação. A idéia é fazer uma reserva ecológica nos seis hectares de mata nativa restantes no Cedesc.